Bem-Vindo(a)!

O Budega Blog fica feliz em ser útil!

terça-feira, março 29, 2011

Carta para um anjo



A calada da noite,
É quando as lembranças mais doem.
A lembrança de um carinho, uma palavra, um afago,
A saudade de um abraço
Que nunca mais terá.
Aí vem a tristeza
De ter perdido o ser mais importante do mundo...
Um ser iluminado...
Um ser que te deu a vida!
E junto vem a saudade
Do colinho, do consolo, do afeto.
De alguém que, por você,
A vida entregaria a Deus sem pensar.
Com tudo isso vem o remorso,
De não dizer coisas que precisavam ser ditas,
Na hora em que era possível se dizer.
De dizer: “-obrigada por tudo!”
Por um tempo que nunca,
Nunca mais vai voltar.

Então vem a lição de vida,
Coisas que a gente só percebe quando perde,
As broncas sem sentido,
As mágoas que pareciam exageradas,
Mas quando a gente cresce...
Aprende a reconhecer o peso dos gestos
E a dureza das palavras.
Palavras que magoam, que ferem,
Palavras suaves que doem mais do
Que as pronunciadas rispidamente.

O problema de se esperar que o tempo conserte tudo,
É que o tempo não volta atrás.
E deixa uma angústia...
Tantos “Eu te amo” poderiam ser ditos,
Quantos pedidos de perdão deveriam ser feitos,
E ficaram perdidos por aí... No tempo!

O tempo não foi feito para consertar nada,
As atitudes sim.
Fazer o que tiver de ser feito hoje,
E amanhã colher a sensação de dever cumprido.
É assim que funciona.
Ou então, conviver com o vazio, com o arrependimento.

Eu queria que você ainda estivesse aqui.
Eu queria que você pudesse ver que eu aprendi a lição.
Eu queria você aqui para um último abraço,
Uma última risada.
Uma última oportunidade de dizer: Eu te amo!
Eu queria apenas que você pudesse me ouvir...



domingo, março 27, 2011

Especial Pearl Jam - Folha Urbana

Revirando meus escritos, encontrei os rascunhos dos meus textos publicados no Fanzine Folha Urbana (que agora é virtual!) e achei interessante registrá-los aqui.
As postagens não seguirão nenhum tipo de ordem cronológica, pois são "mini-biografias" de bandas, e independem dessa ordem.
O texto a seguir foi publicado na edição nº 11 da Folha Urbana, na coluna "Especial", em março de 2006.


Shows para os estados do amor e da confiança

  Começou com o baixista Jeff Ament e com o guitarrista Stone Gossard, em meados de 1980, onde tocavam em uma banda em Seattle. Uma banda que não teve muito futuro. Em 87, Ament e Gossard saíram a caça de um novo vocalista para formar uma outra banda. Acharam  Andrew Wood, de apenas 22 anos. Assim nasceu a banda Mother Love Bone, que agradou muito, chamando, inclusive, a atenção do baixista do Kiss, Gene Simmons.
Em 1990 a banda chegou ao fim, após a prematura morte de Andrew, por overdose de heroína.
  Gossard e Ament se juntaram ao guitarrista Mike McCready e gravaram uma fita-demo só com instrumentais. Fita essa que, através de Jack Irons (ex-Red Hot Chilli Peppers e futuro bateirista da banda), foi parar nas mãos do "Cantor-jogador de basquete" Eddie Vedder, que gravou seus vocais por cima das músicas, colocando a letra nas canções, sagrando-se assim, o vocalista absoluto da banda.
   Mas a banda precisava de um nome.  E seu nome quase foi Mookie Baylock, em homenagem a um jogador de basquete do New Jersey Nets. Porém, por causa da avó de Eddie, que se chamava Pearl, e de suas geleias (Jam) de efeito alucinógenos usada em tribos indígenas, a banda acabou sendo batizada de Pearl Jam.
   A primeira apresentação do grupo foi em 22 de outubro de 1990, em Seattle. Em 1991, graças ao renome alcançado pela Mother love Bone, O Pearl Jam assinava com a Epic Records, lançando logo em seguida seu álbum de estréia, "Ten". Depois disso, houve um troca-troca na bateria, assumindo as baquetas Dave Abbruzzese.
 Daí pra cá, o que todo mundo sabe: Um sucesso em cima de outro! A banda abria shows de bandas consagradas como U2, Red Hot Chilli Peppers e Neil Young. Até nas telonas eles pintaram, no filme "Singles- Vida de solteiro", onde Gossard, Ament e Vedder participaram, além de, claro fazer parte da Trilha sonora com as músicas "Breath" e "State of love and Trust".
   Em 1993, foi lançado "Vs", com a intensão de evitar as constantes invasões de privacidade da imprensa, onde, como castigo, não fizeram vídeo clipe.
     Em 1994, depois de cancelar uma turnê por entrar na justiça contra a empresa Ticket Master (acusada de monopólio e de vendagem de ingressos a preços exorbitantes), foi lançado "Vitalogy", sendo o primeiro lugar em vendagem na Billboard. Foi aí que mais uma vez  a bateria foi substituída, entrando finalmente, Jack Irons.
    Em 1996 a banda lança "No code", seu quarto disco, que não foi um grande sucesso comercial. Em 1997, a banda abriu 4 shows do Stones, com direito a participação de Vedder nos vocais em "Waiting on a friend". Já em 1998, a banda volta à cena com "Yield", onde quebraram o jejum de clipes, mandando ver em "Do the evolution"
    Em meados de 1998, o baterista Jack Irons aborta da banda (caraca!). O ex- Soundgardem Matt Cameron assume, arrebentando na turnê norte-americana, que virou o cd ao vivo "Live on two legs", no final desse mesmo ano.
    Depois de algum tempo sem desfilar nas primeiras posições do rankin musical, é gravado um single da música "Last kiss" (de J. Frank Wilson and Cavaliers, de 1964), chegando à vice liderança da Billboard. Essa canção foi incluída na coletâne "Sem fronteiras- Em benefício dos refugiados de Kosovo", lançado no mesmo ano.
   Seu sexto disco "Binaural", veio em 2000, produzido por Brendan O'brien, velho amigo da banda.
   Em 2001 foi lançado o primeiro vídeo da banda: o DVD/VHS "Pearl Jam: Tourning band 2000", tendo mais de 100.000 cópias vendidas só nos EUA.
   Porém, disco inédito somente no ano seguinte, 2002. O sétimo álbum da banda, "Rio Act", colocando um ponto final em seu contrato com a Epic (agora eles fazem parte da Sony Music).
   Em 2003, lançou seu primeiro cd de gravadora nova, “Lost dogs”. O cd duplo ainda está colhendo seus bons frutos, tanto que, a banda, que dividiu o palco com grandes astros do Rock - entre eles Doors, U2, Rolling Stones, Ramones, Soundgardem, REM, Bad Religion - para delírio dos fãs, que há 15 anos esperavam por este momento, veio ao Brasil para um megashow em Porto Alegre (28/11) , um em Curitiba (30/11), dois em São Paulo (2 e 3/12) e um no Rio de Janeiro (04/12).  Quem esperou tanto tempo afirma não ter ficado decepcionado e agradece pelo resto da vida pela oportunidade de ter participado de um show como esse. É, sem dúvida, um episódio para ser lembrado pro resto da vida!
“... Eu sou combustível, vocês são amigos
Nós temos os meios para fazer emendas
Eu estou perdido, eu não sou nenhum guia
Mas eu estou ao seu lado...”
(Leash)

terça-feira, março 22, 2011

Poema de Merda

Pois é. Muita cara de pau vir aqui, depois de tanto tempo sem blogar, e postar um "Poema de Merda". Fazer o quê? É inspirador!

Poema de Merda

Essa noite eu tive piriri
Quase não consegui segurar
E foi no reflexo que corri
E a lâmpada resolveu queimar.

Que sacanagem foi aquela?
Me deixar assim no furo
Nenhuma lanterna, isqueiro ou vela,
Eu não sei cagar no escuro!

(Mychelle Limfer)

Boa tarde, sem dor de barriga.

sexta-feira, agosto 20, 2010

O que eu quero... Sossego!

     Quinta-feira, volta pra casa depois de mais um dia de aula na faculdade. Seria mais uma quinta-feira normal se não fosse por um fato inusitado: Um raio caiu duas vezes no mesmo local.
     Mas, como assim? Eu explico.
     Minhas amigas e eu, e um bate-pato descontraído dentro do ônibus, fazíamos piada sobre o assalto que sofremos no final do mês passado, dentro do ônibus. Eu dizia que iria confeccionar uma camiseta com os dizeres: "Não me assalte. Sou Professora!". Entre gargalhadas, minha amiga Aline disse: "-Ah, então vou fazer uma assim: 'Não me assalte, sou operadora de fotocopiadora!'
     Enfim, tentamos amenizar um pouco esse fato que foi tão traumatizante para nós. Para se ter uma ideia, toda vez  que o ônibus em que estamos passa pelo ponto no qual os bandidos subiram, eu fico observando quem está no ponto, e quem vai subir. Dessa vez, minha "visão de águia" falhou, e eu não soube interpretar minha intuição.
    Pegamos o ônibus por volta de 21:20h, no ponto em frente a faculdade. Ônibus cheio, oba! Porque ônibus vazio é sinal de risco (Nunca viajamos tão felizes como sardinha em lata!). Fui a primeira a passar pela roleta, e até agora me sinto culpada por isso. Havia um homem sentado de frente para o cobrador, e ao encará-lo, fui acometida de um arrepio tenebroso. Achei que era gripe, e encostei para que as minhas amigas passassem para a parte de trás do ônibus. Mais ninguém viu o cara.
     Fomos todas para a traseira do ônibus e começamos a conversar sobre as camisetas já mencionadas. Passamos pelo ponto onde subiram os bandidos da outra vez. Ufa! Ninguém subiu. Mas esse alívio durou pouco. Logo que o ônibus saiu do ponto, os caras anunciaram o assalto. O cara, aquele que me deu arrepio, era o mesmo bandido que eu não reconheci (eu não conseguia lembrar da cara de nenhum deles, que eram três. Acho que foi um mecanismo de defesa do meu cérebro). Minha amiga Gê, que estava sentada ao meu lado só conseguiu soltar um "-Ah, não, de novo não!"  e nós começamos a esconder tudo o que podíamos. Dessa vez, do nosso grupo só a Gê foi roubada. Levaram a mochila dela inteira outra vez (mochila que ela havia comprado no dia anterior, pois os mesmos bandidos levaram a outra). Desta vez eles levaram os documentos dela. E lá foi ela parar na delegacia outra vez.
     Enfim, da primeira vez melevaram a bolsa com o meu fichário, uma apostila, canetas, meu chaveiro eum aparelho bem velhinho de mp3. Da Gê levaram a mochila inteira, com livros que ela nem tinha quitado ainda, cadernos, remédio...
     O que mais está me remoendo é a culpa de ter passado primeiro naquela bendita roleta e ter tapado com o meu corpo a cara do desgraçado! Se a Aline tivesse passado primeiro, ela o teria reconhecido e nós não seríamos novamente vítimas desse pesadelo!
     Estamos apavoradas. Este é o termo certo. Pavor. E eu mais ainda. Tenho a sensação de que o cara me reconheceu, por conta da encarada que originou o arrepio. Agora temos de arrumar uma alternativa para voltarmos da faculdade. Aquele ônibus, na volta, eu não pego mais!
     O que mais me irrita e me enoja é o fata de assaltar trabalhadores e estudantes, que voltam pra casa depois de mais um dia de labuta (por que não vão para Brasília, roubar quem realmente tem dinheiro neste país?)... Pra quê levar cadernos e livros? Sim, porque, pela quantidade de material didático que os caras levaram, a essa altura já são PhD...
     Ser assaltada com suas amigas já é uma história a ser lembrada pelo resto da vida. Mas o que dizer quando se é testemunha de que um raio cai sim, infelizmente, duas vezes no mesmo lugar?

quarta-feira, agosto 18, 2010

Faxina Geral

      Quase um ano sem postar, e está mais do que na hora deste blog passar por uma faxina geral.
      Não é por falta de vontade, nem por falta de criatividade, mas atualizar este blog virou uma missão quase impossível em virtude dos inúmeros trabalhos da faculdade.
      Prometo que tentarei manter uma constância nas atualizações.

     Ah, estamos finalizando o blog da Folha Urbana Virtual. Será um espaço bem bacana, não deixe de conferir. Em breve trago mais informações.
      Assim que der eu volto.

                                                    Té++++!

sábado, outubro 03, 2009

Hoje



Hoje

Hoje, já não sou mais a mesma menina:
Ingênua, boba, encucada e insegura,
Hoje, imponho minha vontade,
Sou mulher, sou guerreira, sou corajosa.
Hoje, choro somente de alegria, de saudade e de emoção,
E não mais de tristeza, ódio e solidão.

Hoje, descobri que o melhor remédio para o sofrimento é a família;
Eu conheci a dor de perder uma,
E conheci o orgulho de construir outra.

Hoje, aprendi a trocar o desânimo por beijos;
Hoje, aprendi a curar a tristeza com um sorriso.
Hoje, aprendi o significado da palavra amigo.

Hoje, as esperanças do futuro não são tão ásperas;
E a cada dia tenho menos medo de fraquejar.
Hoje, transformei a tristeza em saudade,
O ódio em perdão e o medo em coragem.
Hoje, sei que vai chegar o meu dia,
E que o passado não passa, ele te acompanha.
Hoje, sei como usar minhas esperanças e temores a meu favor.

Hoje, tenho certeza de que tudo tem o seu tempo.
Hoje, é com carinho e saudade que lembro
Dos meus sonhos de pequena
Da médica, da professora e bombeira
E a primeira mulher presidente brasileira,
Onde me agarro e tiro garra
Para buscar o que ainda não consegui conquistar.

Hoje, tenho a consciência
De que não pude fazer tudo o que eu quis;
E tudo o que eu pude fazer eu fiz.
Antecipei algumas fases da vida, adiei outras...
Mas hoje, tenho certeza, eu sou mais feliz.

(02/10/09)


terça-feira, janeiro 13, 2009

A volta do Boêmio

Boemia, aqui me tens de regresso...

Pois é, depois de um longo recesso estou de volta por aqui. Andei meio sem saco e sem tempo para blog, mas graças a um grande amigo meu, percebi que aqui é um belo espaço para se desabafar. Valeu, Fê!
Estou passando por uma nova fase na minha vida e gostaria de usar o Budega sempre que quiser falar sobre uma descoberta ou acontecimento importante. Aliás, essa é verdadeira função de um blog, certo?
Mas é uma pena que eu volte, depois de tanto tempo, por causa de um assunto tão terrível.
Nessa época do ano, acordamos a cada dia com a sensação de que tudo será diferente, e que o ano novo nos reserva compensações pelas perdas e tristezas do ano que foi embora. Infelizmente não é bem assim.
É muito difícil ficar indiferente com o que acontece em Israel. Uma guerra que já dura tanto tempo, que é difícil saber quando vai ter fim. É inconcebível que nos dias de hoje ainda se tenha de resolver as coisas desse jeito. O homem evolui tanto em tantas coisas, mas ainda não compreende que o domínio da palavra e da diplomacia é mais importante do que qualquer plano de ataque. O homem não sabe usar a arma mais poderosa que nós temos: O diálogo.


Em 18 dias de ataque, só na palestina já são 919 mortos, entre eles 277 crianças! Se as crianças são o futuro de uma nação, tenho medo do futuro que nos espera. Uma criança que vê o tempo todo gente sendo morta, tendo de ficar escondida dentro de casa, sem água, sem luz, sem comida, vai querer o que, quando crescer? Se nós, adultos, não entendemos o porquê disso tudo, imagine uma criança...
Continuo acreditando que dias melhores virão. Ainda acredito em Deus. Ainda acredito no ser humano. Ainda acredito na paz.
-Mas até quando?



Té+++


terça-feira, agosto 14, 2007

Fuga

Fuga

Era carnaval,

Quando você fugiu.

Eu não via mais os pierrôs e colombinas,

E nem as meninas dos teus olhos transbordando ternura.

Eu não ouvia mais as marchinhas,

Nem ouviria mais as canções de ninar que há muito me embalaram...

Não sentia os confetes e serpentinas ao vento

E nem o cheiro de vida em tua pele perfumada...

Me fugiu o carnaval.

Quando pus tua mão fria e quase rígida sobre minha cabeça

Para eternizar os cafunés que não viriam mais.

O acaso também fugiu,

Ao tornar, nesta festiva data,

Uma eterna quarta-feira de Cinzas pra quem fica.

A misericórdia, covarde, também fugiu.

Porque, mesmo depois de anos de dor,

Não te absolveu não lhe deu chance...

Foi, neste tenebroso carnaval,

Que a alegria me fugiu

Foi quando a vida lhe fugiu

E você, fugiu de mim.

domingo, março 04, 2007

11 anos sem Mamonas

Olá, amigos.
Hoje, dia 02 de março de 2007, completa 11 anos do acidente que vitimou os músicos da banda Mamonas Assassinas.
Dia difícil. E triste.
"O Brasil já tem tantos motivos pra chorar, que nós queremos ser o seu motivo pra sorrir.", explicava Dinho, ao ser perguntado o porquê do tipo de música da banda. E conseguiram.
Pra uns, mais uma banda engraçadinha. Pra maioria, um fenômeno. Fenômeno de alegria, de vendas, de carisma. Música que contagiou a pais, filhos e netos. Que apesar de palavrões, nunca soou com tanta inocência...
Vítima de alguns oportunistas, que tentaram processar a banda pelo uso de palavrões e até mesmo tentar impedir a entrada de menores nos shows (que geralmente tinha como faixa etária de 7 a 77 anos), a banda não esquentava a cabeça com esse tipo de comentário. "Imoralidade é o que os políticos fazem com esse país, que são até capazes de roubar o dinheirinho suado, guardado durante anos, das cadernetas de poupança de trabalhadores honestos." Desabafa Júlio.
A verdade é que os Mamonas fazem falta. E muita!
Em apenas um ano de sucesso nos dá uma prévia do que poderia vir nos anos seguintes. Mas, infelizmente, esses anos não vieram.
Hoje, é bem fácil achar fotos dos cinco meninos após o acidente. Eu vi, e não recomendo pra ninguém. A saudade é muita, mas a imagem deles felizes nos levam a uma nostalgia que nos deixam livres de certos pensamentos...
Após o acidente com o jatinho, chegou-se a cogitar um erro do piloto. Mas que droga! Que mania que as pessoas têm de insultar a nossa inteligência! Se alguém diz que vai virar pra um lado, que você sabe que está errado, e mesmo assim diz "OK", quem é o errado da história? Pergunte à família do piloto quem errou? Pergunte ao filho do Bento, que nasceu sem ter conhecido o pai, quem cometeu o engano? Pergunte aos pais de Sérgio e Samuel, que perderam dois filhos de uma vez, quem é que está equivocado?
Sim, se passaram 11 anos, e ainda esperamos por justiça! Quantos acidentes aéreos precisaremos ter ainda pra que a Aeronáutica admita que comete falhas? Quantos Mamonas precisarão morrer? Quantos aviões da Gol precisarão cair?
No meio de tudo isso, uma homenagem. Chegou à mídia a notícia de que seria feito um filme com a história dos Mamonas Assassinas, com lançamento previsto para 2006. Acontece, que já é 2007 e nada.
Talvez, esse filme seja a alavanca que esssa história precise pra chegar a um final.
Enquanto isso não acontece, só nos resta as lembranças, e a torcida para que certos tipos de erros sejam julgados corretamente.



Outro lado da vida

(Samuel, Bento, Sérgio)

Vejo as pessoas que me cercam
Tudo é alegre entre eles
Sinto que me falta algo
Pra que eu possa sentir
Esse outro lado da vida

Minha vida tem várias faces
Mas eu me encontro tão só
Sinto que vivo uma cópia
De um sofrimento
Que nunca senti

Se não tivesse me iludido
Teria sido melhor pra mim
Nem tudo o que passou
Se pode explicar
Minha mente está confusa
Tudo gira dentro de mim
Como numa tempestade

E o dia se torna chato
Fico a falar com as paredes
Os meu amigos não podem me ver
Como é difícil encontar
Esse outro lado da vida

Talvez não seja só sofrimento
Fico sonhando acordado
Mas meus amigos não podem me ver
Como é difícil encontrar
esse outro lado da vida.



***Té++++

sábado, janeiro 20, 2007

10 anos de Círculo Interno.

Olá, amigos...

Gostaria de contar uma história... Uma história de amizade, aventura e sonho... Uma história que aconteceu de verdade, e que, com certeza, ainda é fresca como brisa na memória desses sete jovens que a vivenciaram.

19 de janeiro de 1997.

Após uma semana de dura batalha para convencer os pais de Mix a deixá-la ir ao primeiro show de sua vida, finalmente, o tão esperado dia.

Mix só tinha 13 anos, e já tinha ido a alguns showzinhos, mas não como esse, e, muito menos, sem a sua mãe. E tinha agravante: Só tinha Mix de menina, no meio de seis garotos e a turma só voltaria pra casa no dia 20, feriado de São Sebastião. A batalha foi dura, mas eles liberaram.

Dessa turma, cinco meninos eram amigos de infância da Mix, e dois, que ela só conheceu às vésperas do show, mas os tinha como irmãos.

E lá se foram os sete jovens de Santa Cruz, rumo ao show do Skank, na Enseada de Botafogo (RJ): Mix, Nino, Jamaica, USA, Noturno, Gonzaga e Tio Mau.

Em meio à batucadas e cantorias na parte de trás do ônibus (onde quase deixaram a cobradora maluca!) e a briga de sete contra uma lata de coca-cola (gente dura é foda! Rs), a turma chegou ao Centro da Cidade, de onde partiu para a Marina da Glória onde o pai de Nino trabalhava.

De lá, todos seguiram para Botafogo, onde seria o show. Chegando lá, a praia já estava lotada, mas antes o pessoal teria q ir até o apartamento da tia de Gonzaga, onde ficariam hospedados, para deixar as mochilas. Ao descer do ônibus, uma senhora, que dizia ter sido roubada dentro do ônibus, que estava lotada, virou-se para Jamaica e pediu pra que lê lhe devolvesse apenas os documentos. Detalhe: Ela nem perto do grupo estava, tinha falado isso simplesmente pelo fato dele ser negro. Claro que o grupo todo tomou as dores do amigo, principalmente a baixinha abusada da Mix. Esclarecido o assunto e depois de passar no ‘Apê’ da tia do Gonzaga, a turma rumou para a praia.

Chegando lá, eles ficaram bem longe do palco. Mas, em meio a empurrões e na briga de “quem-vai-subir-no-ombro-de-quem” pra tirar fotos, todos puderam curtir o show, que foi sensacional.

No meio do show, tacaram em Mix uma latinha com cerveja, que lhe acertou em cheio, bem nas costas, e um ‘caboclo’ surgiu do nada e ofereceu maconha pra galera. Claro que ninguém aceitou. Apesar de bobo-alegres, eram todos caretas.

No fim do show, Nino chegou para um segurança e pediu que ele conseguisse um autógrafo. Detalhe: Ninguém tinha nem papel, nem caneta.

Depois disso: Jamaica foi jogado no mar, com carteira, sapato e tudo; a turma ficou papeando na praia até escurecer, quando perceberam que tinha um homem que estava os encarando. Nino foi até o guarda mais próximo: “-ô seu guarda, tem um elemento que tá encarando a gente faz um tempão.” [Guarda] “-Um elemento, é?” [Nino] “-É, um elemento. E a gente fica preocupado porque tem uma menina com a gente...”

E entre essas e outras pérolas, a noite foi seguindo: Jamaica ficou preso no caixa eletrônico, Tio Mau foi cantado por um travesti, etc, etc, etc...

Meia-noite. A turma resolveu ir dormir. Mix, Gonzaga e USA, foram para o Apê da tia do Gonzaga, dormir com os cucos. O restante foi dormir no barco do pai de Nino, na Marina, com os mosquitos e os peixes saltadores, fazendo até promessa de ‘arroz carreteiro”...

O dia seguinte, apesar de um certo desencontro, O Círculo Interno (como a tribo seria batizada mais tarde), passou o dia inteiro na Praia do Flamengo, entre piadinhas infames e caixotes de areia que o Nino aplicava em todo mundo.

Pois, é. 10 anos dessa doida e maravilhosa aventura. 10 anos de Círculo Interno!

Espero que possamos ter bons momentos como esse no futuro! O ano está só começando!!!

Nino (Alex), Gonzaga (Vagner), Tio Mau (Maurício), Noturno (Alexandre), USA (Jadilson) e Jamaica (Vander): Obrigado por vocês existirem na minha vida e por participarem da minha história. Amo vocês, sempre!


Té++++++

quarta-feira, dezembro 27, 2006

"EMOTOPIA"

Tenho ouvido muito falar sobre Emo, ultimamente.
Antes de saber o seu "real significado" (ou o mais comum deles), não teve uma só vez em que eu não tivesse parado e pensado: "-Pô, o que é EMO? Uma nova marca de sabão em pó?"
Pois é. Até hoje eu fico meio em dúvida no que responder, caso me perguntem se eu sou EMO.
Gostaria de ter a oportunidade de debater sobre esse assunto, qualquer dia desses...
Ser EMO é gostar de "baladas românticas"? De bandas como My Chemical Romance ou das bandas nacionais?
Se eu uso franja, eu sou EMO? SE eu pinto meu cabelo de vermelho, eu sou EMO? Seria EMO uma nova denominação para Brega, então?
Sidney Magal, Amado Batista e Reginaldo Rossi, portanto, são EMOs?
Às vezes, tenho a impressão de que EMO seria uma nova versão daqueles apelidinhos infames, tipo Nerd, CDF, Maria-Mijona, Riponga... Alguém sabe me dizer se é isso?
Se EMO tem, na verdade, todos esses significados, não é quase impossível que exista alguém que não seja, ou que nunca tenha sido EMO em algum momento de sua vida?
Afinal, quem nunca aderiu à uma moda, seja qual for ela?
Quem nunca:
- Ouviu aquela música bem dor-de-cotovelo?
-Tem uma baladinha romântica como trilha sonora de um relacionamento, que te faz chorar até hoje quando a ouve?
- Usou cortes de cabelo estranhos só porque estavam na moda, tipo rástafari, reco, Black Power?
- Adora uma bandinha POP, mas mantém esse segredo à sete chaves para que seus amigos não fiquem tirando uma da sua cara?
Seja um ritmo musical ou um estilo de vida, o importante é ser feliz!
Aderir às modas é uma coisa natural, mas pouco saudável quando você faz disso sua filosofia de vida, criando sua personalidade em cima de modismos...
Faça parte da moda, mas somente se ela fizer parte de você!
Ah, e não julgue ninguém por ser EMO. Afinal, de EMO e louco, todo mundo tem um pouco!!!!
Té++++++

segunda-feira, dezembro 18, 2006

"Um, dois, três, testando!"


Bem, essa é a estréia do Budega Blog.
Esquisito nome, não?
Não.
Quis batizar meu blog com uma única palavra que eu usasse muito, e que não fosse comum. Achei. "Budega".
Minha avó usava muito esse termo. Gosto de gírias antigas, são mais engraçadas que as atuais ( o povo de hoje tem mania de achar que gíria é sinônimo de erro gramatical, tipo: "as mina, os mano" ou "cb= sangue bom"). Gíria boa é gíria velha! Aliás, pra quem compartilha do mesmo gosto que eu, achei no orkut uma comunidade que é a nossa cara: "Gírias idosas". Não é propaganda, nem da comu (que não é minha) e nem do Orkú (ops!).
Sim, Budega com "u", porque não quero que meu blog seja associado à botecos (antigamente, ouvia muito as pessoas chamarem botequins ruins de bodega)... Sou a favor do AA, desde que uma amiga, chapada, quase matou afogada em vômitos a minha tartaruga, Catarina. Pois é, também sou a favor da Sociedade protetora dos animais.
Criei esse diário com o intuito de poder desabafar alguns sentimentos sufocados, sobre variados assuntos.
Aconselho aos visitantes que aqui passarem o mouse que não esperem de mim textos com os seguintes aspectos:
-Muito curtos: Falo pra cacete, logo, escrevo o dobro, pois não dá sede;
-Falando (mal) de causas que eu não conheça;
-Que generalizem qualquer aspecto;
- Que promovam crimes ou qualquer tipo de preconceito;
- Que não sejam meus, sem colocar a fonte e/ou o autor;
- Que contenha gerúndios: Não sou atendente de telemarketing. Por isso, "eu não vou estar escrevendo esse tipo de coisa";
- Palavrões abreviados: É pra xingar, xinga direito, porra!
Bem, é isso. Aviso aos navegantes que sou sagitariana, portanto, impulsiva.
Ataques de pelanca serão freqüentes por aqui, por dizer o que estou sentindo na hora da raiva e depois me arrepender. Isso é muito comum.
Força na peruca!
Té+++++